Mais de 4000 filmes e 500 episódios de séries foram removidos do Wareztuga durante uma operação iniciada ontem por três associações que representam produtores e autores de vídeos.


Um mês e meio depois, o Wareztuga voltou a ser alvo de uma operação de remoção de links que permitem aceder a cópias piratas em filmes. No final de julho, o mais famoso site de partilha e streaming de vídeos, perdeu todos o arquivo de filmes; ontem, o pedido de remoção, acionado pela FEVIP, GEDIPE e MAPiNET, foi mais abrangente: além dos filmes, o pedido de remoção estendeu-se ainda ao arquivo de séries.

Os responsáveis das três associações estimam que a operação iniciada no dia de ontem tenha afetado 95% do total dos conteúdos disponibilizados pelo Wareztuga. Ao que a Exame Informática apurou, as três associações conseguiram remover mais de 4000 filmes e 500 séries.

No Wareztuga, os gestores do site confirmam os efeitos produzidos pela operação iniciada pelas associações que representam os produtores de vídeo:«Os filmes e séries poderão não estar disponíveis, seremos breves na resolução do problema. As nossas desculpas».

A operação de remoção foi iniciada ontem com pedidos de remoção encaminhados para os serviços de armazenamento de ficheiros que suportam o arquivo do Wareztuga. A maioria dos filmes e séries disponibilizados pelo Wareztuga está alojada em três serviços de armazenamento: Bayfiles, Putlocker e Sockshare. Recentemente, o Wareztuga também começou a recorrer ao serviço Upzin, mas os responsáveis da FEVIP, GEDIPE e MAPiNET acreditam que ainda terá uma expressão reduzida no que toca ao arquivo do Wareztuga.

Cada ficheiro é disponibilizado, em média, por três links que direcionam os utilizadores que permitem aceder ao filme ou à série pretendida. O que significa que a operação de remoção terá abrangido mais de 13500 links disponibilizados pelo Wareztuga. A avaliar pela mensagem publicada hoje no site e pelo sucedido depois dos pedidos de remoção efetuados em julho, há uma forte probabilidade de o arquivo do Wareztuga voltar a ficar operacional assim que os responsáveis pelo site consigam criar novos links para os conteúdos. 

Na MAPiNET, FEVIP e GEDIPE há a intenção de manter o Wareztuga na mira das investidas anti-pirataria. A Exame Informática apurou que enquanto o site não cessar atividade, ou as autoridades intervirem, os técnicos das três entidades vão voltar a solicitar a remoção dos arquivos do Wareztuga.

O Movimento Cívico Anti Pirataria na Internet (MAPiNET), a Federação de Editores de Videogramas (FEVIP), e a Associação para a Gestão de Direitos de Autor, Produtores e Editores (GEDIPE) avançaram, no final de abril, com uma queixa-crime contra o Wareztuga.

Esta não é a único processo a correr na justiça contra o famoso site de partilha de ficheiros.Também a ACAPOR, que representa os clubes de vídeo, já recorreu às autoridades com uma queixa-crime contra o Wareztuga.

O Wareztuga é, provavelmente, o site de partilha e streaming de vídeos mais popular em Portugal. As duas principais versões do site ocupam atualmente as posições 64 e 65 do ranking Alexa – à frente de sites com nomes sonantes como a RTP, Bing, Betfair, entre outros.

Fonte: exameinformatica.sapo.pt